terça-feira, 5 de dezembro de 2017

UM DIA DE LUZ PARA OS PORTADORES DE PRECONCEITO


UM DIA DE LUZ PARA OS PORTADORES DE PRECONCEITO
(Homenagem ao Dia Internacional da Pessoa com Deficiência – 3 de dezembro)

Por 
Guto Maia

Essas foram as melhores férias da vida do Pedro, e aconteceram da forma que ele mais ama: viajando, estudando, pesquisando, falando muito, namorando e fazendo amigos!!!
Alguém acreditaria que isso seria possível há alguns anos?
E o melhor, férias remuneradas.
Olha como se deu o processo de preparação dessas férias que aconteceram em novembro, quando ele completou um ano de trabalho, num projeto de emprego apoiado:
Histórico:
1. Agosto - participação no seminário de credenciamento de formadores palestrantes no Memorial da Inclusão;
2. Setembro: Inscrição no Supletivo ensino Médio do CEEJA Clara Mantelli;
3. Outubro - convite para o "Encontro de Gerações", Quatro dias de debates, palestras e atividades eco-esportivas radicais na cidade de Socorro, no hotel-fazenda Parque dos Sonhos;
4. Primeira Palestra - lançamento do projeto "Cidades que me dizem respeito", no Instituto Passadori, São Paulo;
5. Novembro - viagem a Ubatuba e Caraguatatuba, para Segunda Palestra, para pais da APAE Ubatuba;
6. Terceira Palestra: Câmara Municipal de Ubatuba;
7. Visita à Secretaria Municipal das Pessoas com Deficiência, de Caraguatatuba;
8. Quarta Palestra - Uniceu Inácio Monteiro (Centro Universitário São Camilo);
9. Viagem a Santos e Quinta Palestra para professores APAE-Santos;
10. Volta ao trabalho em 1° de dezembro. Homenageado como o melhor vendedor de revistas de projeto social da loja Dona Veridiana, da Drogasil (só nesse dia de volta ao trabalho, ele vendeu 10 revistas para clientes em 4 horas de trabalho!).
11. Resumindo: cinco palestras, três viagens, excelentes notas no supletivo, credenciamentos relevantes, participação em 3 seminários: 
Memorial da Inclusão, Macksoud Plaza e ECA-USP), muita alegria e muitos novos amigos. Essa é a fotografia de um trimestre na vida de uma pessoa com deficiência. 14,5% da população de cidadãos do Brasil têm esse potencial. Esse é o percentual de pessoas com deficiência. Só lhes faltam as oportunidades de mostrarem de que forma podem ter a mesma felicidade de realização, dentro dos seus limites e capacidades.
Isso tudo, acima de qualquer vaidade de pais, indica o quanto um "indivíduo" PCD é "coletivo". A quantidade de pessoas envolvidas em processos como esses, além do pai e da mãe é incalculável. E, quando isso acontece, a sociedade ganha como um todo. Todos são responsáveis por essa realização. Jamais um pai ou uma mãe, ou avós, conseguiriam fazer isso sozinhos. Um batalhão de especialistas, familiares, amigos, simpatizantes, etc, é envolvido. Mas, jamais os outros fariam isso tudo plenamente no lugar da família. Quando todos utopicamente nos considerarmos uma única família humana, verdadeiramente poderemos ser felizes em saber que os nossos filhos serão "para" o mundo, e poderemos morrer realizados, sabendo que os nossos filhos continuarão num AMBIENTE SEGURO.
Todo indivíduo com deficiência pode tornar-se uma pessoal de alta habilidade. Isso se dará, pois a vida é mais forte e tende florescer, e só o fato de manter-se vivo, mesmo quando tudo é desfavorável traz compensações inimagináveis. Isso faz desse indivíduo alguém altamente diferenciado em aspectos geralmente não evidenciados, camuflados pela deficiência. Se junta a isso o preconceito social e familiar contra o incomum e a pessoa é formatada como incapaz, sem forças para reagir. Aí, se extingue um potencial grandioso e quem perde é a sociedade.
Por isso, os indivíduos inclsuivos são “indivíduos coletivos”, pois “todos” somos responsáveis por eles. A alegria da realização de um "indivíduo coletivo" é de todos. Uma pessoa com deficiência tem a cara de todos que a cercam.
A gratidão de uma família que se empenha para a alegria diária de um PCD é universal quando isso acontece, pois jamais alguém conseguirá cuidar sozinho dele, portanto essas criaturas são seres agregadores.
Quem quiser acompanhar de perto, o cotidiano da história do Pedro, acesse: 
www.doisdobrasil.com. Uma história pública e coletiva que é de todos os “pedros”, pois num ambiente público os portadores de preconceito podem acessar informações de várias correntes de pensamento e formarem firmemente suas convicções e juízos, e na boa hipótese, melhorarem o seu poder de aceitação. Somos todos muito parecidos nas nossas necessidades básicas quando buscamos ser felizes. Só que alguns precisam de mais coisas que os outros para que isso aconteça, alguns são mais ambiciosos, e a maioria precisa de muito pouco. Não há logica na felicidade. O "modelo" de "ser feliz" vem de fora, mas o processo se dá dentro.
A melhor lição que pudemos tirar desse processo que deu certo, é que absolutamente tudo que fizermos com sinceridade terá sucesso.
A sinceridade é agregadora em si. A sinceridade é honesta em si.
Um feliz dia mundial para os portadores de sinceridade!
Parabéns Pedro pelo seu dia! Você merece.
(Texto em homenagem ao Dia Internacional da Pessoa com Deficiência - 3 de dezembro, que busca a emoção do pai, a sabedoria do professor e a objetividade do universo corporativo)
Observação: o termo "portador de deficiência" está em desuso, pois quem "porta algo" transporta, “carrega o que pode ser descartado”, e no caso do indivíduo com deficiência, ele "possui" a deficiência.
São detalhes semânticos que os ativistas em favor das causas das pessoas com deficiências vêm reforçando para tornarem o preconceito cada vez menor.


Guto Maia, é professor especialista em Educação Inclusiva, ensino multidisciplinar de alunos com deficiências, palestrante, pesquisador e ativista do aperfeiçoamento dos protocolos de apoio à inserção no Mercado de Trabalho; pai de quatro filhos, sendo o mais jovem autista;  filho de mãe que esteve cadeirante por 13 anos; conselheiro eleito 17/18 do CER-Sé SP, ligado ao SUS, da PMSP; Coordenador do Depto. de Música do NEED (Núcleo de Especialização e Estudo para o Deficiente Físico e Mental); foi professor de adultos com deficiências, na Extensão Comunitária da UNIP Vergueiro; professor de Jovens Aprendizes do IBFC (Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação); Professor SENAC (curso de formação de professores Decoração); diretor teatral, músico/vocalista, compositor, autor, ator de teatro e cinema. Diretor teatral na peça musical infantil “O Dodói da Gigi”; diretor/autor premiado Jornada SESC-93, pela peça “Nunca Me Vi, Sempre me Amei”; ator no filme: “Como Segurar Uma Nuvem no Chão”. Cursa licenciatura em pedagogia, cursou música, ética, teatro, artes plásticas, literatura, arquitetura, adm. de empresas, empreendedorismo, informática, mídias sociais, conteúdo digital e educação inclusiva.  É certificado em Comunicação Verbal pelo Instituto Passadori. Em agosto, participou do Seminário de Formadores de Palestrantes Credenciados do Museu da Inclusão, da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, do Governo do Estado de São Paulo. Participou do "Encontro de Gerações", coordenado pela jornalista Flávia Cintra, de 15 a 18 de outubro, na cidade de Socorro/SP, evento de debates para a preparação do primeiro documento da Agenda 2030 do Plano de Ação das Américas da ONU (Organização das Nações Unidas). Palestras na Faculdades Anhembi-Morumbi, Instituto Passadori, Câmara Municipal de Ubatuba, Uniceu Inácio Monteiro, APAE's Ubatuba e Santos. Referências: Revista D+:http://revistadmais.com.br/arte-musica-e-acao/. Depoimentos de alunos e colegas do prof. Guto Maia: https://goo.gl/h9YfFz. Referências de Guto Maia na web: https://goo.gl/6MJtgy. Facebook: @guto.maia


03 dez 2017


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