quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Rita Cardoso de Almeida Romero

Dra. Rita com Isabella, neta
Vinte anos tentando desvendando um cérebro humano! (o próprio!)
Uma história de luta e superação.

Ela é farmacêutica, com várias especializações na área. Há mais de uma década, comanda uma empresa próspera de manipulação de fórmulas destinadas à cura e ao bem estar. É casada há 36 anos, o marido é administrador, foi técnico de futebol e trabalha na área financeira; têm um casal de filhos: a moça, dentista, vive em são Paulo; e o rapaz, também formado em Farmácia, vive na Austrália.

Isso tudo, em si, já representaria a história de vida de uma mulher bem sucedida.

Mas, houve um período da vida dessa doutora, em que tudo isso perdeu o sentido, e pior, tornou-se nada, um branco total, onde ela não reconhecia o marido, os filhos, e a si própria. Após um coma, causado por um simples acidente doméstico, ela passou os próximos anos sem distinguir claramente quem eram as pessoas que a cercavam, e qual era a sua própria posição no mundo.

Depois de muitos anos de terapia intensiva, e grande incerteza sobre a extensão das sequelas, ela foi aos poucos retomando o comando da consciência, e passou a lutar contra os diagnósticos pessimistas e conclusivos que a colocavam na condição de deficiente, com sérias limitações.

Passou a estudar profundamente a partir de si própria os meandros das sinapses cerebrais, determinantes para o desenvolvimento de toda e qualquer atividade de todo ser humano.

Hoje, quem conversa com a Dra. Rita Cardoso de Almeida Romero, não imagina o quanto a sua trajetória foi de superação. Sua fala calma e pausada demonstra sabedoria de quem sabe o quanto é valioso o domínio dos sentidos básicos, e estar de posse das coisas mais simples e naturais, principalmente a saúde.

Nessa conversa, um pouco dessa história de superação com final feliz pelo recomeço, pelo reencontro, pelo reaprendizado.

A Entrevista

1. Dra. Rita, você pode falar sobre o dia que mudou a sua vida?
Rita – Sim, sem problemas.

2 - Você escolheu a medicina alternativa após esse episódio?
Rita – Sim, com certeza.

3 - Fale um pouco sobre a sua formação acadêmica.
Rita Sou formada em nutrição, farmácia bioquímica, especialização em homeopatia, medicina chinesa / acupuntura, acupuntura estética, fitoterapia chinesa, terapeuta de diversas modalidades: reflexologia, cromoterapia, gemoterapia, florais, moxa, pedras quentes, cristais, eletroacupuntura, bioressonância.

3 - Em que medida a sua formação influenciou na pesquisa que você desenvolveu para retomar o domínio da própria vida?
Rita– Com o passar do tempo e com a evolução no meu quadro clínico com terapias alternativas, fui me aprofundando cada vez mais nos meus conhecimentos e estudos para conhecer melhor e saber qual é a melhor forma de se aplicar com os pacientes, de acordo com a necessidade e deficiência de cada um, que normalmente deixam de ser tratados da forma mais adequada e não uma de forma generalizada, sem levar em consideração a idade, as deficiências, o sexo, a sua estrutura física, etc de cada paciente; pois a minha linha de trabalho é de encontrar a "causa" do problema e não tratar apenas os sintomas.

- Como foi a presença da família nesse processo?
Rita Ela foi muito importante no meu restabelecimento, embora eu tenha ficado totalmente desconectada do mundo e da realidade.

5- Como a sua experiência pode ajudar pessoas que passaram pelo mesmo trauma?
Rita– Após meu traumatismo craniano, com 3 fraturas, um coagulo lateral no cérebro de 7 cm, entrei em coma, perda de 100 % da memória, perda total de olfato, de apetite e de paladar, fiquei aproximadamente 8 meses sem comer por não ter aceitação, emagreci 5 manequins, fiquei com extrema sensibilidade na visão (só podia andar de óculos escuros tanto de dia como de noite) e no ouvido também muito sensível a qualquer tipo de som, parei de fazer tudo que fazia neste período, não podia dirigir nem ficar ou sair sozinha.

Devido a todos estes problemas citados acima e dificuldades que tive de ajuda médica, pois apenas tentavam me tirar da crise, principalmente das dores horríveis de cabeça que eu tinha, que nem isso estavam conseguindo com analgésicos, sem se preocupar em trabalhar o paciente de todas alternativas possíveis para tentar uma melhora/cura do seu quadro clínico.

Por isso eu resolvi partir para as medicinas alternativas que foram na época homeopatia e acupuntura, onde comecei a perceber melhoras e evolução do meu quadro clínico, após ter ouvido dos médicos que eu teria que entrar em cirurgia num prazo de seis meses e sem recuperação das minhas sequelas e deficiências.

6 - Em que momento você resolver criar a sua farmácia de manipulação de fórmulas?
Rita – Eu gosto de resolver os problemas dos pacientes, manipulando as quantidades exatas para o período do tratamento, sem perdas e de serem feitas de acordo com as necessidades terapêuticas de cada paciente, com o objetivo de atender a meta de que o paciente possa tomar sua prescrição médica.

7 - Quais as dificuldades que você enfrentou até se firmar como uma empreendedora?
Rita – A maior delas foi a de encontrar funcionário que “queira trabalhar", de por a mão na massa e que se dedique ao seu trabalho e não o funcionário que queira apenas um trabalho e nada mais, ainda é uma batalha até hoje.

8 - Em que aspectos a manipulação de fórmulas se identifica ou se diferencia na alopatia e na homeopatia?
Rita – Apesar de serem procedimentos de manipulação totalmente diferentes entre eles, um lado que se identificam é de serem formulações prescritas de forma individual atendendo com dosagens diferenciadas com a necessidade de cada paciente, agregando-se manipular a quantidade certa de acordo com o período do tratamento, sem sobrar nada e sem gastos desnecessários.

Em relação a diferenças, na alopatia se trabalha com o produto químico (com a matéria) e em quantidades que podem chegar até bem significativas, enquanto na homeopatia trabalha-se apenas com a "energia”, sendo suas fontes: de minerais, de animais e de vegetais, sendo outra diferença em relação 'a ”dosagens" ---> onde o nome correto é ”potência", mas não é de concentração e sim de diluição, podendo estas potências serem decimais, centesimais, milesimais.

9 - Fale um pouco da sua Farmácia e quais os próximos passos para a sua realização plena como profissional?
Rita – Ampliar meu atendimento de "Atenção Farmacêutica" na farmácia, onde aproxima o relacionamento do paciente com o profissional para tomar de maneira correta seus medicamentos e sem exageros, de tirar dúvidas e passar esclarecimentos técnicos necessários.

10 - Muito obrigado pela entrevista! Esperamos que o seu depoimento sirva de motivação para tantos que se vêem sem força para enfrentar perdas, principalmente da própria saúde.

Rita – Com certeza, faço com maior prazer em orientar os pacientes da melhor maneira possível, caso alguém tenha alguma dúvida favor entrar em contato por e-mail: 
Obrigada.


Nota do editor: 
A manipulação de fórmulas farmacêuticas é uma atividade antiga e que permite ao farmacêutico desempenhar seu papel diante da sociedade, assistindo ao paciente de forma individualizada e não coletiva, uma vez que as fórmulas manipuladas são prescritas conforme a individualidade do paciente, de acordo com suas necessidades terapêuticas particulares. (Saiba mais sobre o assunto: Portal da Educação, Farmacologia

Suporte: